Pode parecer bizarro fazer uma lista de compras para trazer de um pais oficialmente socialista para levar a Franca, um dos paraisos de consumo, onde se encontra DE TUDO.
O fato eh que eu tenho varios dias livres em Hanoi e nao estou ocupando quase nada dos 37kg disponiveis no aviao. Tambem, vou do aeroporto direto as aulas e nao terei tempo de pesquisar precos e ir atras de lojas. Por ultimo, porque incomodar o arrogante vendedor frances enquanto um pobre e sorridente Vetnamita ficaria tao contente de me vender algo.
No fim, vou levar tudo que couber no aviao, dando preferencia para o que so se encontra por aqui, ou que eh mais barato.
Itens preferenciais:
-Celular (roubado no Cambodja)
-Artesanato para a Mami
-Tenis (Nike e All-Star sao Made in Vietnam...)
-Roupas (vou jogar fora tudo que tenho)
-Set de condimentos asiaticos
Outros itens possiveis:
-Mix (liquidificador)
-Equipamento de Camping
- Panela que cozinha arroz automaticamente
-Sugestoes...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Bangkok
Estive tres tdias em Bangkok, entre 4 e 6 de Agosto. Pode parecer pouco tempo para uma cidade de 8 milhoes de habitantes mas como nos nao visitamos nenhum ponto turistico, nos pudemos viver bem o "espirito" desta cidade. Caotica e moderna, rica e miseravel, onde a tradicao oriental se mistura perfeitamente com a perdicao capitalista e o fervor dos tropicos para formar um conjunto quase comleto de todas as caracteristicas que uma cidade pode assumir.
As pagodas jah perderam em grandiosidade para as dezenas de predios de mais de 50 andares que se espalham pelos bairros. Por outro lado, os lugares mais simpaticos para se caminhar sao os infinitos mercados a ceu aberto e as ruelas repletas de camolos e estandes oferecendo todo tipo de pirataria imaginavel ou amostras do que me parece ser a melhor e mais vairada culinaria do mundo por nunca mais de 1 dolar.
O que fizemos de mais turistico foi nos alojarmos na rua Khao San, o Red Light District do oriente, simplesmente porque esta eh a unica opcao em conta para se dormir no centro: pagamos sete dolares por um quarto duplo por lah. Apesar do preco, soh um viajante inexperimentado o qualificaria como uma aventura, porque no fim, comparando com minhas experiencias passadas, o quarto era bem confortavel e limpo. Essa rua, com suas redondezas, jah deixou de ser ha muito tempoum lugar fora da lei. Hoje em dia milhares de mochileiros e jovens locais vem passar uma noite "cool" escutando uma musica ao vivo e bebendo uma cerveja na rua que antes pertencia as prostitutas e travestis.
Por tudo que vi saindo da zona turistica, eu acho que eu poderia viver bem feliz nesta cidade, ao contrario de todas as outras por onde estive em 2009 ( e nao foram poucas!). No fim ela se parece astante com aamerica do sul, onde um povo que era bastante pobre souve guardar a vivacidade e a juventude no dia a dia, bem como a identidade cultural, mesmo estando no meio de um processo de forte desenvolvimento economico.
Para terminar, os tres maiores problemas identficados por mim na cidade:
- Eh necessario levantar em pe no cinema antes de cada filme para assistir com o devido "respeito" um filme que dura um par de minutos e mostra cenas da vida de imensa bondade e grandiosidade do rei da Tailandia.
-Eh muito quente e humido o ano inteiro.
-Ligado ao item anterior; ninguem pratica esportes, nao ha parque, nem montanhas e muito menos belezas naturais. Eh uma cidade "pura".
As pagodas jah perderam em grandiosidade para as dezenas de predios de mais de 50 andares que se espalham pelos bairros. Por outro lado, os lugares mais simpaticos para se caminhar sao os infinitos mercados a ceu aberto e as ruelas repletas de camolos e estandes oferecendo todo tipo de pirataria imaginavel ou amostras do que me parece ser a melhor e mais vairada culinaria do mundo por nunca mais de 1 dolar.
O que fizemos de mais turistico foi nos alojarmos na rua Khao San, o Red Light District do oriente, simplesmente porque esta eh a unica opcao em conta para se dormir no centro: pagamos sete dolares por um quarto duplo por lah. Apesar do preco, soh um viajante inexperimentado o qualificaria como uma aventura, porque no fim, comparando com minhas experiencias passadas, o quarto era bem confortavel e limpo. Essa rua, com suas redondezas, jah deixou de ser ha muito tempoum lugar fora da lei. Hoje em dia milhares de mochileiros e jovens locais vem passar uma noite "cool" escutando uma musica ao vivo e bebendo uma cerveja na rua que antes pertencia as prostitutas e travestis.
Por tudo que vi saindo da zona turistica, eu acho que eu poderia viver bem feliz nesta cidade, ao contrario de todas as outras por onde estive em 2009 ( e nao foram poucas!). No fim ela se parece astante com aamerica do sul, onde um povo que era bastante pobre souve guardar a vivacidade e a juventude no dia a dia, bem como a identidade cultural, mesmo estando no meio de um processo de forte desenvolvimento economico.
Para terminar, os tres maiores problemas identficados por mim na cidade:
- Eh necessario levantar em pe no cinema antes de cada filme para assistir com o devido "respeito" um filme que dura um par de minutos e mostra cenas da vida de imensa bondade e grandiosidade do rei da Tailandia.
-Eh muito quente e humido o ano inteiro.
-Ligado ao item anterior; ninguem pratica esportes, nao ha parque, nem montanhas e muito menos belezas naturais. Eh uma cidade "pura".
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Monçòes
Para que não sabe, o sul da Ásia possui um fenômeno climático chamado monção, que é basicamente uma estaçào de chuvas. Mas, aqui ao sul dos Himalais essa temporada de chuvas é bem radical, assim como a temporada de estiagem é intensa. O Cambodja possui essa característica climática, embora não chega a chover tão intensamente como na Índia.
A temporada de chuvas deveria começar em Maio, mas não havia chovido muito até quando nós chegamos em Kompong Cham. Os agricultures estavam esperando a chuva para alagar os campos de arroz. Sem isso eles perdem a comida de todo o ano.
Mas felizmente começou a chover consideravelmente no meio da semana passada. E como chove! São chuvas curtas, de no máximo uma hora, sem ventos e raramente com raios, mas a quantidade de água que cai é impressionante. Hoje foi o dia que mais choveu, começou de tardezinha e acho que daria pra encher uma piscina. Alagou tudo e o clima deu uma refrescada!
Depois da chuva, geralmente abre um sol forte, que com a humidade a 100% faz suar como nos dias mais quentes de Posto Alegre!
A temporada de chuvas deveria começar em Maio, mas não havia chovido muito até quando nós chegamos em Kompong Cham. Os agricultures estavam esperando a chuva para alagar os campos de arroz. Sem isso eles perdem a comida de todo o ano.
Mas felizmente começou a chover consideravelmente no meio da semana passada. E como chove! São chuvas curtas, de no máximo uma hora, sem ventos e raramente com raios, mas a quantidade de água que cai é impressionante. Hoje foi o dia que mais choveu, começou de tardezinha e acho que daria pra encher uma piscina. Alagou tudo e o clima deu uma refrescada!
Depois da chuva, geralmente abre um sol forte, que com a humidade a 100% faz suar como nos dias mais quentes de Posto Alegre!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Piscicultura
Nesse segunda começamos os trabalhos. Foram três dias capinando sob o sol de rachar do equador.
Nesse tr6es dias nós fizemos a mesma coisa, mas em dois lugares diferentes: trabalhamos ajudando na construção de pequenas barragens, para cultivo de peixe. O interesse desse projeto para a Caritas é desenvolver uma "agricultura integrada", com a diversificaçào das atividades econômicas de cada família, para reduzir a dependência das safras de arroz.
Como hezistem muitas poucas máquinas no cambodja, e os povoados sào tào pobres que não possuem nem luz elétrica nem saneamento, não há dinheiro para pagar patrolas para escavar os poços. Assim tudo é feito com uma enxada e um baldinho.
Por três dias nós cavamos a terra com enxada e carregamos a terra para as bordas para fazer a barragem. É um trabalho meio difícil para as mào, que logo ficam cheias de bolhas. Mas não é muito duro fisicamente, pois não carregamos nada muito pesado. a complicaçào é o sol e o calor muito húmido que nos obriga a fazermos muita pausas. No fim, trabalhamos apenas quatro horas. E temos mais duas horas de carro por dia para nos transportarmos até o local. A viagem também é dura pois vamos em oito num carro para quatro, e na estrada de terra, sem pedras. Ontem na ida nós atolamos pela primeira vez.
O logal é que trabalhomos com as pessoas dos povoados, que nào falam nada além do Khmer. mesmo assim o pessoal é legal e sorridente, e nos comunicamos por gestos. O clima é bem agradável, nós fazemos piadas e mantemos a descontracçào. Nos també aprendemos as técnicas dos trabalhos com eles, que o fazer sem nenhum esforço.
Quando chove é excelente. A temperatura cai para uns 25 graus. Fica nublado e a terra fica macia para capinar. E os agricultores ficam felizes que poderào plantar arroz. É só alegria.
Nesse tr6es dias nós fizemos a mesma coisa, mas em dois lugares diferentes: trabalhamos ajudando na construção de pequenas barragens, para cultivo de peixe. O interesse desse projeto para a Caritas é desenvolver uma "agricultura integrada", com a diversificaçào das atividades econômicas de cada família, para reduzir a dependência das safras de arroz.
Como hezistem muitas poucas máquinas no cambodja, e os povoados sào tào pobres que não possuem nem luz elétrica nem saneamento, não há dinheiro para pagar patrolas para escavar os poços. Assim tudo é feito com uma enxada e um baldinho.
Por três dias nós cavamos a terra com enxada e carregamos a terra para as bordas para fazer a barragem. É um trabalho meio difícil para as mào, que logo ficam cheias de bolhas. Mas não é muito duro fisicamente, pois não carregamos nada muito pesado. a complicaçào é o sol e o calor muito húmido que nos obriga a fazermos muita pausas. No fim, trabalhamos apenas quatro horas. E temos mais duas horas de carro por dia para nos transportarmos até o local. A viagem também é dura pois vamos em oito num carro para quatro, e na estrada de terra, sem pedras. Ontem na ida nós atolamos pela primeira vez.
O logal é que trabalhomos com as pessoas dos povoados, que nào falam nada além do Khmer. mesmo assim o pessoal é legal e sorridente, e nos comunicamos por gestos. O clima é bem agradável, nós fazemos piadas e mantemos a descontracçào. Nos també aprendemos as técnicas dos trabalhos com eles, que o fazer sem nenhum esforço.
Quando chove é excelente. A temperatura cai para uns 25 graus. Fica nublado e a terra fica macia para capinar. E os agricultores ficam felizes que poderào plantar arroz. É só alegria.
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Os povoados
Ontem e hoje fizemos as primeiras atividades nos arredores de Kompong Chan (KC). As atividades da Caritas são centradas em 55 povoados nessa província, e eles trabalham apenas nas zonas rurais, não na cidade.
Um povoado geralmente não passa de uma dezena de casas, agrupadas no centro de uma pequena porção de terra onde eles cultivam. Olhando parece que cada povoado possui uns 50 hectares no total. As famílias diferem um pouco entre elas em termos de riqueza, pois algumas tem mais terras que outras, mas mesmo os mais ricos são extremamente pobres para nós. Quase todas as casas são construídas segundo as técnicas tradicionais e não passam de cabanas de folha de palmeira.
São raros os povoados que contam com luz elétrica, e nenhum possui água tratada. Médico não hesiste para eles. Algumas obras da Caritas sào simples poços para que as famílias mais pobres possam ter acesso à água durante todo o ano, mesmo nas épocas secas. Eu fiquei chocado ao ver algumas pessoas fisicamente muito fracas, por doença ou falta de comida.
A agricultura é fortemente baseada no arroz, que é o único feculante na dieta local. Mas também eu vi alguns legumes, frutas perto das casas, vacas (bem magras), porcos e pequenas açudes para peixe. Tudo é cultivado manualmente, de uma forma provavelmente muito ineficaz, e há tanta gente no campo que não deve sobrar muita comida para vender.
Há muitas crianças trabalhando, e isso não causa muito expanto. O Cambodja sofreu duas guerras e uma ditadura genocida entre os anos 60 e 80. Assim, pouca gente sobreviveu e hoje metade da população tem menos de 16 anos.
Um povoado geralmente não passa de uma dezena de casas, agrupadas no centro de uma pequena porção de terra onde eles cultivam. Olhando parece que cada povoado possui uns 50 hectares no total. As famílias diferem um pouco entre elas em termos de riqueza, pois algumas tem mais terras que outras, mas mesmo os mais ricos são extremamente pobres para nós. Quase todas as casas são construídas segundo as técnicas tradicionais e não passam de cabanas de folha de palmeira.
São raros os povoados que contam com luz elétrica, e nenhum possui água tratada. Médico não hesiste para eles. Algumas obras da Caritas sào simples poços para que as famílias mais pobres possam ter acesso à água durante todo o ano, mesmo nas épocas secas. Eu fiquei chocado ao ver algumas pessoas fisicamente muito fracas, por doença ou falta de comida.
A agricultura é fortemente baseada no arroz, que é o único feculante na dieta local. Mas também eu vi alguns legumes, frutas perto das casas, vacas (bem magras), porcos e pequenas açudes para peixe. Tudo é cultivado manualmente, de uma forma provavelmente muito ineficaz, e há tanta gente no campo que não deve sobrar muita comida para vender.
Há muitas crianças trabalhando, e isso não causa muito expanto. O Cambodja sofreu duas guerras e uma ditadura genocida entre os anos 60 e 80. Assim, pouca gente sobreviveu e hoje metade da população tem menos de 16 anos.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Kampong Chang
Esse é o nome da cidade onde eu vou fazer meus trabalhos durante as próximas cinco semanas. Cheguei ontem por aqui. Ela fica a apenas 60 quilometro da capital, mas demoramos mais de três horas para chegar, tamanho o caos da estrada.
É um cidade na beira do Mekong, o maior rio da Ásia do sudeste, nessa altura ele é como o rio Uruguai em termos de tamanho e cor. Apesar de ser a capital regional, essa cidade é minúscula e não tem quase nada, porque essa é uma região extremamente pobre e agrícola. Por isso que estqmos aqui, para trabalhar no interior, com as pessoas que não tem nada, nem o mínimo.
Aqui faz muito calor, nos dois dias fez uns 35, e extremamente húmido. Estamos hospedados num casarão de três andares, que no térreo funciona a cede local da Caritas, a ONG para a qual estaremos trabalhando.
Hoje fomos ver uns povoados, são extremaente pobres, sem água nem luz. E cultivam quase só arroz, de uma forma completamente ancestral, sem nenum instrumento ou máquina.
Estou bem alojado. Temos um computador com internet e uma cozinheira fantástica.
Tenho que passar meu turno do computador. Até!
É um cidade na beira do Mekong, o maior rio da Ásia do sudeste, nessa altura ele é como o rio Uruguai em termos de tamanho e cor. Apesar de ser a capital regional, essa cidade é minúscula e não tem quase nada, porque essa é uma região extremamente pobre e agrícola. Por isso que estqmos aqui, para trabalhar no interior, com as pessoas que não tem nada, nem o mínimo.
Aqui faz muito calor, nos dois dias fez uns 35, e extremamente húmido. Estamos hospedados num casarão de três andares, que no térreo funciona a cede local da Caritas, a ONG para a qual estaremos trabalhando.
Hoje fomos ver uns povoados, são extremaente pobres, sem água nem luz. E cultivam quase só arroz, de uma forma completamente ancestral, sem nenum instrumento ou máquina.
Estou bem alojado. Temos um computador com internet e uma cozinheira fantástica.
Tenho que passar meu turno do computador. Até!
domingo, 21 de junho de 2009
Comida
O pai me pediu pra explicar um pouco sobre a comida por aqui. Na verdade ela é potencialmente deliciosa, mas depende muito do lugar onde vamos. A dieta do povo é muito fraca, porque eles são muito pobres. Se come arroz com uns pequenos pratos de carne, que são sempre frituras. Nos lugares mais simples a carne não leva nenhum tempero, o que a deixa meio intragável, pricipalmente porque os cortes nao são nada nobres. Cheguei a provar um peixe do tamanho de uma anchova que foi frito sem nem antes tirarem as tripas.
Por outro lado fomos num restaurante muito bom, mas que custava uns 6 dólares por pessoa. Era um restaurante natural, que só recebe praticamente o pessoal das ONGs. O melhor prato era um frango com um molho picante e delicioso, servido dentro de um côco verde, como o nosso camarão na moranga.
O grande problema aqui é que temos que tomar muito cuidado com a comina para evitar dores de barriga muito fortes. A noção de higiene na ásia é muito diferente da nossa, ainda mais num país pobre como este. Por exemplo, na beira da estrada é comum encontrar gente vendendo carne fresca, pendurada na frente da tentinha, mesmo sem nenhuma refrigeração e numa temperatura de 35 graus. Ontem três pessoas ficaram mal, e provavelmente por causa da comida. Todo mundo diz que é mais do que normal ficar mal num certo limite, porque temos que nos acostumar com os micróbios novos.
Enfim, o melhor de tudo são as frutas, tem muitos tipos inéditos para mim. Tem até uma flor comestível.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Cheguei
Vou retomar o blog para que eu possa escrever noticias ao mesmo tempo para todo mundo.
Eu cheguei ontem em phnom penh, foi tudo bem com o voo. Vin do vietna un aviao bimotor, a helice.
Vou ficar aqui por uma semana antes de ir pro interior, temos um planning bem definido e nao sobra tanto tempo pra escrever, mas eu devo dar um jeito.
A cidade nao e tao terrivel, eh so um pouco pior que a bolivia, mas o pessoal eh extremamente simpatico e acolhedor, talvez mais que na america do sul.
So estou um pouco triste que o trabalho vai ser soh umas tres semanas, ja que teremos muitas atividades suplementares....
Agora por exemplo estao me esperando para ir no museu nacional. e eu esto atrasado.
Eu cheguei ontem em phnom penh, foi tudo bem com o voo. Vin do vietna un aviao bimotor, a helice.
Vou ficar aqui por uma semana antes de ir pro interior, temos um planning bem definido e nao sobra tanto tempo pra escrever, mas eu devo dar um jeito.
A cidade nao e tao terrivel, eh so um pouco pior que a bolivia, mas o pessoal eh extremamente simpatico e acolhedor, talvez mais que na america do sul.
So estou um pouco triste que o trabalho vai ser soh umas tres semanas, ja que teremos muitas atividades suplementares....
Agora por exemplo estao me esperando para ir no museu nacional. e eu esto atrasado.
domingo, 15 de março de 2009
Pirineus
Aí vai o endereço onde vocês podem ver minhas fotos da viagem dessa semana que passou. Fui para os Pirineus, as montanhas que ficam entre a França e a Espanha. Fiquei impressionado com as paisagens e com os antigos castelos, além dos povoados muito simpáticos.
http://picasaweb.google.com/tpcichelero/15Pirineus
Pra quem está com calor, aprendam com esse cachorro que eu encontrei. Ele estava de língua de fora... na neve!
http://picasaweb.google.com/tpcichelero/15Pirineus
Pra quem está com calor, aprendam com esse cachorro que eu encontrei. Ele estava de língua de fora... na neve!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Aniversário
Olá. Eu estava devendo uma foto do meu aniversário. Não achei nenhuma muito boa, mas aí vai uma.
Na terça-feira passada teve o Bar Brésil. Os Bars Speciaux são um conjunto de eventos que tem quase toda terça-feira aqui na residência. Sempre é uma associação que prepara uma janta, com decoração, música, atividades e comida. A maior disputa é entre as associações dos países mais representados no campus, tipo Alemanha, Bélgica e Brasil pra ver quem faz o Bar mais bem sucedido. Nesse ano vínhamos nos preparando desde o começo de janeiro, fazendo camisetas, propagandas, etc. E deu certo: o Bar foi um sucesso! Vendemos quase 500 refeições e todo mundo adorou a festa...
Eu estava no grupo que preparou a comida. Junto com o Henrique e o Augusto, preparamos 25 quilos de arroz e umas 15 panelas como as da foto abaixo lotadas de feijoada. Mas não foi o mais díficil, já que a Lu preparou sozinha toda farofa! Pro próximo ano estamos pensando em importar uma panela de pressão de dois metros de diâmetro, como no RU da UFRGS!


Eu estava no grupo que preparou a comida. Junto com o Henrique e o Augusto, preparamos 25 quilos de arroz e umas 15 panelas como as da foto abaixo lotadas de feijoada. Mas não foi o mais díficil, já que a Lu preparou sozinha toda farofa! Pro próximo ano estamos pensando em importar uma panela de pressão de dois metros de diâmetro, como no RU da UFRGS!

domingo, 1 de março de 2009
Champigny
Sábado = pastel
Domingo = competição
Esse foi o meu fim de semana. Foi uma combinação explosiva, pastel e depois ir pedalar! Mas não foi tão grave. Eu fiquei bem colocado, algo em torno de 15, e me diverti bastante. Foi muito mais interessante que o cyclo-cross no inverno, e nessa categoria que eu estou eu me senti bem preparado. Assim que eu pegar o jeitinho de andar no pelotão e fizer tudo direito eu tenho chances de ganhar!
Domingo = competição
Esse foi o meu fim de semana. Foi uma combinação explosiva, pastel e depois ir pedalar! Mas não foi tão grave. Eu fiquei bem colocado, algo em torno de 15, e me diverti bastante. Foi muito mais interessante que o cyclo-cross no inverno, e nessa categoria que eu estou eu me senti bem preparado. Assim que eu pegar o jeitinho de andar no pelotão e fizer tudo direito eu tenho chances de ganhar!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Bolo
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Olhem essa impressora

Eu e o João estamos fazendo um trabalho de dispensa de mecânica que consiste em construir um braço para o robô da escola. Esse robô vai competir em março na Eurobot, um campeonato europeu dos mais importantes. A equipe não tem tantos alunos como no ano passado, então vai ser difícil repetir o terceiro lugar do ano passado, mas pelo menos para mim vai servir de dispença para uma matéria difícil.
Nós precisávamos construir algumas peças que tínhamos desenhado no computador, e quando fomos buscar alguém que soubesse operar um torno para usiná-las nós ficamos surpresos ao saber que aqui na escola existia uma solução muito mais fácil para isso. Trata-se de uma impressora de peças em plástico!
É uma máquina do tamanho de uma geladeira, barulhenta e que demora mais de uma hora pra imprimir uma peça do tamanho de um palitinho de picolé. Além do mais, imaginem o preço da "tinta", se numa impressora normal o cartucho ja é caríssimo. Mas, o único inconveniente foi esperar uma semana na fila, e essa semana nós recebemos as nossas peças, iguaizinhas do que tínhamos desenhado, incrível!
Outra: finalmente comprei minhas queridas passagens para o Cambodja. Eu estava em dúvida entre ir ou fazer um estágio na França, como algumas pessoas daqui fazem. Mas, segui a opinião do meu Mentor, ele disse que estágio tão curtos não tem nenhum valor e que eu merecia umas férias. Consegui uma oferta e a volta eu comprei de Hanoi, capital do Vietnã. Assim eu poderei fazer um circuito Camboja-Tailândia-Laos-Vietnam em Agosto, no mês que sobra entre as obras humanitárias e a volta às aulas.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Vida no Campus
Eu nunca coloquei muitas fotos daqui da École e por acaso essa semana tiveram vários pequenos eventos típicos e eu vou aproveitar para documentá-los.
No geral, além das aulas, eu acabo fazendo muitas jantas e pequenas festas com os outros alunos, já que todo mundo mora na faculdade. Hoje, por exemplo, eu jantei uma raclette com algumas pessoas que moram no meu andar. Alguns andares tem uns espaços em comum decorados, como o 2H, que aparece em uma foto. É divertido fazer essas pequenas reuniões no fim de semana para descontrair.
Essa semana chegaram uns brasileiros que vão cursar apenas um semestre, num programa novo de intercâmbio. Na terça eles receberam um trote que consistia em banho de vinho e queijo. Na quinta teve uma janta de confraternização sem sujeira.
No mais, tivemos três dias de neve, sendo que segunda feira estava frio o suficiente para que a neve se acumulasse por tudo. Alguns brasileiros construíram um belo boneco de neve, como dá pra ver na foto. Eu não ajudei a construí-lo porque eu estava treinando de bici. Infelizmente eu ainda não tirei nenhuma foto dos lugares onde eu treino porque sempre fico com preguiça, agora meus companheiros de equipe me mostraram uns caminhos legais, mais tranquilos e bonitos.
Uma última curiosidade: ontem eu cozinhei doce de leite. Eu estava com muita saudade do mumu da vó e resolvi tentar uma receita. Sentei do lado do fogão com minha apostila de contabilidade e fiquei por lá estudando e cozinhando por mais de três horas. Ficou mais bonito do que bom, afinal é difícil disputar com o da vó. Mas hoje eu ofereci para alguns franceses na janta e eles comeram todo o pote, o que mostra que ele não estava dos piores.
Para finalizar, amanhã eu tenho o meu segundo treinamento de estrada com o clube. Eu fiquei bem motivado depois do primeiro treino porque eu consegui seguir um pessoal que compete em categorias acima da que eu vou começar, o que mostra que eu terei chances de me dar bem. Amanhã vai ser ainda melhor que domingo passado porque a princípio o Maurice e o Alan também vão estar lá. Eles são muito fortes (o Maurice é campeão de toda região parisiense na idade dele!). O único problema é que o treino começa 15 minutos depois do nascer do sol e a temperatura deverá estar em torno dos -2 graus.
No geral, além das aulas, eu acabo fazendo muitas jantas e pequenas festas com os outros alunos, já que todo mundo mora na faculdade. Hoje, por exemplo, eu jantei uma raclette com algumas pessoas que moram no meu andar. Alguns andares tem uns espaços em comum decorados, como o 2H, que aparece em uma foto. É divertido fazer essas pequenas reuniões no fim de semana para descontrair.
Essa semana chegaram uns brasileiros que vão cursar apenas um semestre, num programa novo de intercâmbio. Na terça eles receberam um trote que consistia em banho de vinho e queijo. Na quinta teve uma janta de confraternização sem sujeira.
No mais, tivemos três dias de neve, sendo que segunda feira estava frio o suficiente para que a neve se acumulasse por tudo. Alguns brasileiros construíram um belo boneco de neve, como dá pra ver na foto. Eu não ajudei a construí-lo porque eu estava treinando de bici. Infelizmente eu ainda não tirei nenhuma foto dos lugares onde eu treino porque sempre fico com preguiça, agora meus companheiros de equipe me mostraram uns caminhos legais, mais tranquilos e bonitos.
Uma última curiosidade: ontem eu cozinhei doce de leite. Eu estava com muita saudade do mumu da vó e resolvi tentar uma receita. Sentei do lado do fogão com minha apostila de contabilidade e fiquei por lá estudando e cozinhando por mais de três horas. Ficou mais bonito do que bom, afinal é difícil disputar com o da vó. Mas hoje eu ofereci para alguns franceses na janta e eles comeram todo o pote, o que mostra que ele não estava dos piores.
Para finalizar, amanhã eu tenho o meu segundo treinamento de estrada com o clube. Eu fiquei bem motivado depois do primeiro treino porque eu consegui seguir um pessoal que compete em categorias acima da que eu vou começar, o que mostra que eu terei chances de me dar bem. Amanhã vai ser ainda melhor que domingo passado porque a princípio o Maurice e o Alan também vão estar lá. Eles são muito fortes (o Maurice é campeão de toda região parisiense na idade dele!). O único problema é que o treino começa 15 minutos depois do nascer do sol e a temperatura deverá estar em torno dos -2 graus.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Semana Gastronômica
Essa semana que passou foi muito boa no que diz respeito à refeições. Eu, como gosto de degustar um bom menu, posso dizer que aproveitei bem esses últimos dias.Tudo começou no almoço de quarta-feira. Fui convidado pelo meu mentor para comer num restaurante japonês na frente de onde ele trabalha, no norte de Paris. Ótima comida: sope, peixe cru e raviolis cozidos no vapor.
Quarta de noite, o clube de enologia da escola (do qual eu faço parte) foi convidado para um evento organizado pelos Produtores da Região de Bordeaux para uma soirée de degustação em Issy-les-Molineaux. Foi bem interessante pois só havia gente da nossa idade, vindos de diversas grandes escolas parisienses. Ou seja: os novos consumidores potenciais de vinhos caros. Foi mais uma festa que um evento normal, o que fez dessa noite bem interessante.
Quinta tivemos o Repas de Noel do clube de enologia, o nosso banquete de Natal. Foi a primeira vez que eu vi um francês da escola cozinhar bem, e muito bem! Além do mais, só teve coisa chique: foie gras, coquilles de Saint-Jacques, queijos especiais... tudo coisa de no mínimo 50 euros o quilo, uma responsabilidade para o cozinheiro. E o melhor, claro, eram os vinhos que o clube disponibilizou: Veuve Cliquot, Petit Cheval e Château d'Yquem. Esse último é um famoso vinho licoroso super doce e unicamente saboroso. Ele é tão cultuado que o preço é quase inascessível (uns 300 euros para as colheitas mais novas, alguns milhares para as mais antigas). Ainda bem que os vinhos não somos nós que pagamos...
Foi um ótimo fim de mês, para recarregar as energias para Fevereiro, que vai ser muito chato. Terei aulas até a uma da tarde e depois das duas às cinco, todos os dias. Também está cheio de projetos acumulados e a última prova de matemática é nessa quinta. Vai ser um excelente treinamento contra o tédio!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Passeio de Sábado

Ontem foi um dia interessante, primeiramente porque não chovia e a temperatura passou dos cinco graus, ou seja, o dia mais bonito de 2009! Aproveitei a oportunidade para conhecer um pouco Paris. Primeiramente eu fui num bairro mais pobre, cheio de imigrantes do mundo todo, sobretudo chineses. Por aí exite uma variedade enorme de restaurantes de cozinha regional. Eu tinha olhado na internet sobre um restaurante africano, mas ele só abria de noite e acabei provando um restaurante Indiano que tinha na frente, ótima comida e bem temperada!
Pra terminar, fiquei umas duas horas caminhando pelas ruas em direção ao centro. Passei na frente do Moulin Rouge por pura sorte e acabei no Jardin des Tuilleries. Depois peguei o trem para casa.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Nouvelles
Pelo jeito não há nada sobre o assunto na imprensa brasileira, mas essa semana foi a mais fria dos últimos dez anos na França. Teve até nevasca em Marseille, uma cidade das mais quentes da França, onde não há nem máquinas para tirar neve das estradas, de tão raro que é esse fenômeno por lá. Por aqui, nevou na segunda, mas eu só cheguei de férias na terça, quando o céu já estava completamente descoberdo e começou o frio pra valer. Nessa noite fez -12 graus. Até esse domingo a temperatura raramente passou de zero, mas não teve mais nenhuma nuvem, o que foi bom! Não sei como a Cá e o Rick estão vivendo os -15 do Canadá, se eu aqui já estou de saco cheio de temperaturas negativas. Eu coloquei uma foto do parque onde eu vou correr, após a nevasca. Lá tem um lago enorme, que está congelado. Porém, segundo os meteorologistas, hoje acaba o periodo frio, voltamos aos corriqueiros 5 graus e chuva. Adeus sol!

Quinta passada fui encontrar o meu tutor pela primeira vez. Se trata de um programa organizado para encontrar ex-alunos que façam um programa de acompanhamento individualizado dos alunos estrangeiros. Como nós somos muitos, é complicado arranjar tutor para todo mundo e o meu só foi encontrado agora. De qualquer forma fiquei muito feliz com o meu tutor. Ele se formou em 1992 e trabalha atualmente na Thales, uma empresa enorme, que faz uma série de coisas militares, entre elas uns barcos de guerra que o Sarkozy andou vendendo pro Lula ultimamente. O cara é um diretor de finanças na área de barcos, e eu fui encontrá-lo na sede da Thales, no norte de Paris. O legal desse programa é de ver um ex-aluno bem-sucedido e ter uma idéia de que tipo de trabalho nossa formação pode nos permitir exercer. Também, é uma mãozinha para conseguir estágios! A princípio nós vamos marcar encontros mesalmente para trocarmos mais idéias...
No mais, tive uma boa notícia: finalmente eu tirei uma nota alta. Foi um 15 em TT, incrível! Aqui as notas são sobre vinte não é tão usual como no Brasil tirar notas acima da média, que é dez. E essa matéria é uma das mais difíceis para os extrangeiros, estando lado a lado com matemática.

Quinta passada fui encontrar o meu tutor pela primeira vez. Se trata de um programa organizado para encontrar ex-alunos que façam um programa de acompanhamento individualizado dos alunos estrangeiros. Como nós somos muitos, é complicado arranjar tutor para todo mundo e o meu só foi encontrado agora. De qualquer forma fiquei muito feliz com o meu tutor. Ele se formou em 1992 e trabalha atualmente na Thales, uma empresa enorme, que faz uma série de coisas militares, entre elas uns barcos de guerra que o Sarkozy andou vendendo pro Lula ultimamente. O cara é um diretor de finanças na área de barcos, e eu fui encontrá-lo na sede da Thales, no norte de Paris. O legal desse programa é de ver um ex-aluno bem-sucedido e ter uma idéia de que tipo de trabalho nossa formação pode nos permitir exercer. Também, é uma mãozinha para conseguir estágios! A princípio nós vamos marcar encontros mesalmente para trocarmos mais idéias...
No mais, tive uma boa notícia: finalmente eu tirei uma nota alta. Foi um 15 em TT, incrível! Aqui as notas são sobre vinte não é tão usual como no Brasil tirar notas acima da média, que é dez. E essa matéria é uma das mais difíceis para os extrangeiros, estando lado a lado com matemática.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Fim das Férias
Oi,
Tive umas ótimas férias, apesar de curtas, pois são férias de inverno. Porém, pareceram durar bastante porque foram bem diferentes. O caminho é bem emocionante, cheio de igrejas antigonas e ruelas mediavais. Dormimos nos aubergues de peregrinos, mantidos por associações que apoiam essa atividade. Tinha pouca gente fazendo o percurso e fazia frio, mas também fez sol quase todos os dias e a beleza dos lugares e a receptividade das pessoas mantinhá-nos sempre motivados. Eu teria muitas coisas pra contar, mas acho que nào vale a pena ficar colocando tudo aqui, seria muito chato pra ler. O que eu levei comigo dessas férias foi uma sensação de tranquilidade e paz que lugares tão bonitos e tranquilos me transmitiram. Deu pra relaxar a mente e me preparar para mais uma bateria da guerra que estou travando aqui na França, que não está nada fácil.
É isso aí, quem quiser ver algumas imagens pode clicar aqui para ver o álbum. Tudo de bom, e feliz ano novo a todos!
Tive umas ótimas férias, apesar de curtas, pois são férias de inverno. Porém, pareceram durar bastante porque foram bem diferentes. O caminho é bem emocionante, cheio de igrejas antigonas e ruelas mediavais. Dormimos nos aubergues de peregrinos, mantidos por associações que apoiam essa atividade. Tinha pouca gente fazendo o percurso e fazia frio, mas também fez sol quase todos os dias e a beleza dos lugares e a receptividade das pessoas mantinhá-nos sempre motivados. Eu teria muitas coisas pra contar, mas acho que nào vale a pena ficar colocando tudo aqui, seria muito chato pra ler. O que eu levei comigo dessas férias foi uma sensação de tranquilidade e paz que lugares tão bonitos e tranquilos me transmitiram. Deu pra relaxar a mente e me preparar para mais uma bateria da guerra que estou travando aqui na França, que não está nada fácil.
É isso aí, quem quiser ver algumas imagens pode clicar aqui para ver o álbum. Tudo de bom, e feliz ano novo a todos!
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