sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os povoados

Ontem e hoje fizemos as primeiras atividades nos arredores de Kompong Chan (KC). As atividades da Caritas são centradas em 55 povoados nessa província, e eles trabalham apenas nas zonas rurais, não na cidade.

Um povoado geralmente não passa de uma dezena de casas, agrupadas no centro de uma pequena porção de terra onde eles cultivam. Olhando parece que cada povoado possui uns 50 hectares no total. As famílias diferem um pouco entre elas em termos de riqueza, pois algumas tem mais terras que outras, mas mesmo os mais ricos são extremamente pobres para nós. Quase todas as casas são construídas segundo as técnicas tradicionais e não passam de cabanas de folha de palmeira.

São raros os povoados que contam com luz elétrica, e nenhum possui água tratada. Médico não hesiste para eles. Algumas obras da Caritas sào simples poços para que as famílias mais pobres possam ter acesso à água durante todo o ano, mesmo nas épocas secas. Eu fiquei chocado ao ver algumas pessoas fisicamente muito fracas, por doença ou falta de comida.

A agricultura é fortemente baseada no arroz, que é o único feculante na dieta local. Mas também eu vi alguns legumes, frutas perto das casas, vacas (bem magras), porcos e pequenas açudes para peixe. Tudo é cultivado manualmente, de uma forma provavelmente muito ineficaz, e há tanta gente no campo que não deve sobrar muita comida para vender.

Há muitas crianças trabalhando, e isso não causa muito expanto. O Cambodja sofreu duas guerras e uma ditadura genocida entre os anos 60 e 80. Assim, pouca gente sobreviveu e hoje metade da população tem menos de 16 anos.

3 comentários:

Professora Ilane disse...

Deve ser muito gratificante fazer algo para eles, por pouquinho que seja ...
Bom trabalho!
Abração

Unknown disse...

Estamos tão ligados ao que acontece no mundo ocidental (crise econômica, fofocas do show business...) que não lembramos de outros povos que têm problemas muito mais graves.
Abraços.

Tiago disse...

É verdade dinda, mas o cambodja tem uma posiçào mais ou menos confortável. Apesar de um péssimo governo monarca, eles estão progredindo um pouco graças à ajuda das ONGs francesas. Essa regiào recebe muito mais dinheiro e simpatia dos doadores europeus que a África, por exemplo. Acho que isso é um efeito da guerra do Vietnã, que chamou bastante a atençào deles...