Pode parecer bizarro fazer uma lista de compras para trazer de um pais oficialmente socialista para levar a Franca, um dos paraisos de consumo, onde se encontra DE TUDO.
O fato eh que eu tenho varios dias livres em Hanoi e nao estou ocupando quase nada dos 37kg disponiveis no aviao. Tambem, vou do aeroporto direto as aulas e nao terei tempo de pesquisar precos e ir atras de lojas. Por ultimo, porque incomodar o arrogante vendedor frances enquanto um pobre e sorridente Vetnamita ficaria tao contente de me vender algo.
No fim, vou levar tudo que couber no aviao, dando preferencia para o que so se encontra por aqui, ou que eh mais barato.
Itens preferenciais:
-Celular (roubado no Cambodja)
-Artesanato para a Mami
-Tenis (Nike e All-Star sao Made in Vietnam...)
-Roupas (vou jogar fora tudo que tenho)
-Set de condimentos asiaticos
Outros itens possiveis:
-Mix (liquidificador)
-Equipamento de Camping
- Panela que cozinha arroz automaticamente
-Sugestoes...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Bangkok
Estive tres tdias em Bangkok, entre 4 e 6 de Agosto. Pode parecer pouco tempo para uma cidade de 8 milhoes de habitantes mas como nos nao visitamos nenhum ponto turistico, nos pudemos viver bem o "espirito" desta cidade. Caotica e moderna, rica e miseravel, onde a tradicao oriental se mistura perfeitamente com a perdicao capitalista e o fervor dos tropicos para formar um conjunto quase comleto de todas as caracteristicas que uma cidade pode assumir.
As pagodas jah perderam em grandiosidade para as dezenas de predios de mais de 50 andares que se espalham pelos bairros. Por outro lado, os lugares mais simpaticos para se caminhar sao os infinitos mercados a ceu aberto e as ruelas repletas de camolos e estandes oferecendo todo tipo de pirataria imaginavel ou amostras do que me parece ser a melhor e mais vairada culinaria do mundo por nunca mais de 1 dolar.
O que fizemos de mais turistico foi nos alojarmos na rua Khao San, o Red Light District do oriente, simplesmente porque esta eh a unica opcao em conta para se dormir no centro: pagamos sete dolares por um quarto duplo por lah. Apesar do preco, soh um viajante inexperimentado o qualificaria como uma aventura, porque no fim, comparando com minhas experiencias passadas, o quarto era bem confortavel e limpo. Essa rua, com suas redondezas, jah deixou de ser ha muito tempoum lugar fora da lei. Hoje em dia milhares de mochileiros e jovens locais vem passar uma noite "cool" escutando uma musica ao vivo e bebendo uma cerveja na rua que antes pertencia as prostitutas e travestis.
Por tudo que vi saindo da zona turistica, eu acho que eu poderia viver bem feliz nesta cidade, ao contrario de todas as outras por onde estive em 2009 ( e nao foram poucas!). No fim ela se parece astante com aamerica do sul, onde um povo que era bastante pobre souve guardar a vivacidade e a juventude no dia a dia, bem como a identidade cultural, mesmo estando no meio de um processo de forte desenvolvimento economico.
Para terminar, os tres maiores problemas identficados por mim na cidade:
- Eh necessario levantar em pe no cinema antes de cada filme para assistir com o devido "respeito" um filme que dura um par de minutos e mostra cenas da vida de imensa bondade e grandiosidade do rei da Tailandia.
-Eh muito quente e humido o ano inteiro.
-Ligado ao item anterior; ninguem pratica esportes, nao ha parque, nem montanhas e muito menos belezas naturais. Eh uma cidade "pura".
As pagodas jah perderam em grandiosidade para as dezenas de predios de mais de 50 andares que se espalham pelos bairros. Por outro lado, os lugares mais simpaticos para se caminhar sao os infinitos mercados a ceu aberto e as ruelas repletas de camolos e estandes oferecendo todo tipo de pirataria imaginavel ou amostras do que me parece ser a melhor e mais vairada culinaria do mundo por nunca mais de 1 dolar.
O que fizemos de mais turistico foi nos alojarmos na rua Khao San, o Red Light District do oriente, simplesmente porque esta eh a unica opcao em conta para se dormir no centro: pagamos sete dolares por um quarto duplo por lah. Apesar do preco, soh um viajante inexperimentado o qualificaria como uma aventura, porque no fim, comparando com minhas experiencias passadas, o quarto era bem confortavel e limpo. Essa rua, com suas redondezas, jah deixou de ser ha muito tempoum lugar fora da lei. Hoje em dia milhares de mochileiros e jovens locais vem passar uma noite "cool" escutando uma musica ao vivo e bebendo uma cerveja na rua que antes pertencia as prostitutas e travestis.
Por tudo que vi saindo da zona turistica, eu acho que eu poderia viver bem feliz nesta cidade, ao contrario de todas as outras por onde estive em 2009 ( e nao foram poucas!). No fim ela se parece astante com aamerica do sul, onde um povo que era bastante pobre souve guardar a vivacidade e a juventude no dia a dia, bem como a identidade cultural, mesmo estando no meio de um processo de forte desenvolvimento economico.
Para terminar, os tres maiores problemas identficados por mim na cidade:
- Eh necessario levantar em pe no cinema antes de cada filme para assistir com o devido "respeito" um filme que dura um par de minutos e mostra cenas da vida de imensa bondade e grandiosidade do rei da Tailandia.
-Eh muito quente e humido o ano inteiro.
-Ligado ao item anterior; ninguem pratica esportes, nao ha parque, nem montanhas e muito menos belezas naturais. Eh uma cidade "pura".
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Monçòes
Para que não sabe, o sul da Ásia possui um fenômeno climático chamado monção, que é basicamente uma estaçào de chuvas. Mas, aqui ao sul dos Himalais essa temporada de chuvas é bem radical, assim como a temporada de estiagem é intensa. O Cambodja possui essa característica climática, embora não chega a chover tão intensamente como na Índia.
A temporada de chuvas deveria começar em Maio, mas não havia chovido muito até quando nós chegamos em Kompong Cham. Os agricultures estavam esperando a chuva para alagar os campos de arroz. Sem isso eles perdem a comida de todo o ano.
Mas felizmente começou a chover consideravelmente no meio da semana passada. E como chove! São chuvas curtas, de no máximo uma hora, sem ventos e raramente com raios, mas a quantidade de água que cai é impressionante. Hoje foi o dia que mais choveu, começou de tardezinha e acho que daria pra encher uma piscina. Alagou tudo e o clima deu uma refrescada!
Depois da chuva, geralmente abre um sol forte, que com a humidade a 100% faz suar como nos dias mais quentes de Posto Alegre!
A temporada de chuvas deveria começar em Maio, mas não havia chovido muito até quando nós chegamos em Kompong Cham. Os agricultures estavam esperando a chuva para alagar os campos de arroz. Sem isso eles perdem a comida de todo o ano.
Mas felizmente começou a chover consideravelmente no meio da semana passada. E como chove! São chuvas curtas, de no máximo uma hora, sem ventos e raramente com raios, mas a quantidade de água que cai é impressionante. Hoje foi o dia que mais choveu, começou de tardezinha e acho que daria pra encher uma piscina. Alagou tudo e o clima deu uma refrescada!
Depois da chuva, geralmente abre um sol forte, que com a humidade a 100% faz suar como nos dias mais quentes de Posto Alegre!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Piscicultura
Nesse segunda começamos os trabalhos. Foram três dias capinando sob o sol de rachar do equador.
Nesse tr6es dias nós fizemos a mesma coisa, mas em dois lugares diferentes: trabalhamos ajudando na construção de pequenas barragens, para cultivo de peixe. O interesse desse projeto para a Caritas é desenvolver uma "agricultura integrada", com a diversificaçào das atividades econômicas de cada família, para reduzir a dependência das safras de arroz.
Como hezistem muitas poucas máquinas no cambodja, e os povoados sào tào pobres que não possuem nem luz elétrica nem saneamento, não há dinheiro para pagar patrolas para escavar os poços. Assim tudo é feito com uma enxada e um baldinho.
Por três dias nós cavamos a terra com enxada e carregamos a terra para as bordas para fazer a barragem. É um trabalho meio difícil para as mào, que logo ficam cheias de bolhas. Mas não é muito duro fisicamente, pois não carregamos nada muito pesado. a complicaçào é o sol e o calor muito húmido que nos obriga a fazermos muita pausas. No fim, trabalhamos apenas quatro horas. E temos mais duas horas de carro por dia para nos transportarmos até o local. A viagem também é dura pois vamos em oito num carro para quatro, e na estrada de terra, sem pedras. Ontem na ida nós atolamos pela primeira vez.
O logal é que trabalhomos com as pessoas dos povoados, que nào falam nada além do Khmer. mesmo assim o pessoal é legal e sorridente, e nos comunicamos por gestos. O clima é bem agradável, nós fazemos piadas e mantemos a descontracçào. Nos també aprendemos as técnicas dos trabalhos com eles, que o fazer sem nenhum esforço.
Quando chove é excelente. A temperatura cai para uns 25 graus. Fica nublado e a terra fica macia para capinar. E os agricultores ficam felizes que poderào plantar arroz. É só alegria.
Nesse tr6es dias nós fizemos a mesma coisa, mas em dois lugares diferentes: trabalhamos ajudando na construção de pequenas barragens, para cultivo de peixe. O interesse desse projeto para a Caritas é desenvolver uma "agricultura integrada", com a diversificaçào das atividades econômicas de cada família, para reduzir a dependência das safras de arroz.
Como hezistem muitas poucas máquinas no cambodja, e os povoados sào tào pobres que não possuem nem luz elétrica nem saneamento, não há dinheiro para pagar patrolas para escavar os poços. Assim tudo é feito com uma enxada e um baldinho.
Por três dias nós cavamos a terra com enxada e carregamos a terra para as bordas para fazer a barragem. É um trabalho meio difícil para as mào, que logo ficam cheias de bolhas. Mas não é muito duro fisicamente, pois não carregamos nada muito pesado. a complicaçào é o sol e o calor muito húmido que nos obriga a fazermos muita pausas. No fim, trabalhamos apenas quatro horas. E temos mais duas horas de carro por dia para nos transportarmos até o local. A viagem também é dura pois vamos em oito num carro para quatro, e na estrada de terra, sem pedras. Ontem na ida nós atolamos pela primeira vez.
O logal é que trabalhomos com as pessoas dos povoados, que nào falam nada além do Khmer. mesmo assim o pessoal é legal e sorridente, e nos comunicamos por gestos. O clima é bem agradável, nós fazemos piadas e mantemos a descontracçào. Nos també aprendemos as técnicas dos trabalhos com eles, que o fazer sem nenhum esforço.
Quando chove é excelente. A temperatura cai para uns 25 graus. Fica nublado e a terra fica macia para capinar. E os agricultores ficam felizes que poderào plantar arroz. É só alegria.
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Os povoados
Ontem e hoje fizemos as primeiras atividades nos arredores de Kompong Chan (KC). As atividades da Caritas são centradas em 55 povoados nessa província, e eles trabalham apenas nas zonas rurais, não na cidade.
Um povoado geralmente não passa de uma dezena de casas, agrupadas no centro de uma pequena porção de terra onde eles cultivam. Olhando parece que cada povoado possui uns 50 hectares no total. As famílias diferem um pouco entre elas em termos de riqueza, pois algumas tem mais terras que outras, mas mesmo os mais ricos são extremamente pobres para nós. Quase todas as casas são construídas segundo as técnicas tradicionais e não passam de cabanas de folha de palmeira.
São raros os povoados que contam com luz elétrica, e nenhum possui água tratada. Médico não hesiste para eles. Algumas obras da Caritas sào simples poços para que as famílias mais pobres possam ter acesso à água durante todo o ano, mesmo nas épocas secas. Eu fiquei chocado ao ver algumas pessoas fisicamente muito fracas, por doença ou falta de comida.
A agricultura é fortemente baseada no arroz, que é o único feculante na dieta local. Mas também eu vi alguns legumes, frutas perto das casas, vacas (bem magras), porcos e pequenas açudes para peixe. Tudo é cultivado manualmente, de uma forma provavelmente muito ineficaz, e há tanta gente no campo que não deve sobrar muita comida para vender.
Há muitas crianças trabalhando, e isso não causa muito expanto. O Cambodja sofreu duas guerras e uma ditadura genocida entre os anos 60 e 80. Assim, pouca gente sobreviveu e hoje metade da população tem menos de 16 anos.
Um povoado geralmente não passa de uma dezena de casas, agrupadas no centro de uma pequena porção de terra onde eles cultivam. Olhando parece que cada povoado possui uns 50 hectares no total. As famílias diferem um pouco entre elas em termos de riqueza, pois algumas tem mais terras que outras, mas mesmo os mais ricos são extremamente pobres para nós. Quase todas as casas são construídas segundo as técnicas tradicionais e não passam de cabanas de folha de palmeira.
São raros os povoados que contam com luz elétrica, e nenhum possui água tratada. Médico não hesiste para eles. Algumas obras da Caritas sào simples poços para que as famílias mais pobres possam ter acesso à água durante todo o ano, mesmo nas épocas secas. Eu fiquei chocado ao ver algumas pessoas fisicamente muito fracas, por doença ou falta de comida.
A agricultura é fortemente baseada no arroz, que é o único feculante na dieta local. Mas também eu vi alguns legumes, frutas perto das casas, vacas (bem magras), porcos e pequenas açudes para peixe. Tudo é cultivado manualmente, de uma forma provavelmente muito ineficaz, e há tanta gente no campo que não deve sobrar muita comida para vender.
Há muitas crianças trabalhando, e isso não causa muito expanto. O Cambodja sofreu duas guerras e uma ditadura genocida entre os anos 60 e 80. Assim, pouca gente sobreviveu e hoje metade da população tem menos de 16 anos.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Kampong Chang
Esse é o nome da cidade onde eu vou fazer meus trabalhos durante as próximas cinco semanas. Cheguei ontem por aqui. Ela fica a apenas 60 quilometro da capital, mas demoramos mais de três horas para chegar, tamanho o caos da estrada.
É um cidade na beira do Mekong, o maior rio da Ásia do sudeste, nessa altura ele é como o rio Uruguai em termos de tamanho e cor. Apesar de ser a capital regional, essa cidade é minúscula e não tem quase nada, porque essa é uma região extremamente pobre e agrícola. Por isso que estqmos aqui, para trabalhar no interior, com as pessoas que não tem nada, nem o mínimo.
Aqui faz muito calor, nos dois dias fez uns 35, e extremamente húmido. Estamos hospedados num casarão de três andares, que no térreo funciona a cede local da Caritas, a ONG para a qual estaremos trabalhando.
Hoje fomos ver uns povoados, são extremaente pobres, sem água nem luz. E cultivam quase só arroz, de uma forma completamente ancestral, sem nenum instrumento ou máquina.
Estou bem alojado. Temos um computador com internet e uma cozinheira fantástica.
Tenho que passar meu turno do computador. Até!
É um cidade na beira do Mekong, o maior rio da Ásia do sudeste, nessa altura ele é como o rio Uruguai em termos de tamanho e cor. Apesar de ser a capital regional, essa cidade é minúscula e não tem quase nada, porque essa é uma região extremamente pobre e agrícola. Por isso que estqmos aqui, para trabalhar no interior, com as pessoas que não tem nada, nem o mínimo.
Aqui faz muito calor, nos dois dias fez uns 35, e extremamente húmido. Estamos hospedados num casarão de três andares, que no térreo funciona a cede local da Caritas, a ONG para a qual estaremos trabalhando.
Hoje fomos ver uns povoados, são extremaente pobres, sem água nem luz. E cultivam quase só arroz, de uma forma completamente ancestral, sem nenum instrumento ou máquina.
Estou bem alojado. Temos um computador com internet e uma cozinheira fantástica.
Tenho que passar meu turno do computador. Até!
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